| Review | Anjo Caído de Lauren Kate

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016


Existe qualquer coisa de dolorosamente familiar em Daniel Grigori. Misterioso e distante, prende a atenção de Luce Price logo que o vê no primeiro dia de aulas no internato Sword & Cross, em Savannah. É a única coisa boa num lugar onde os telemóveis são proibidos, os outros estudantes são tramados e as câmaras de segurança vigiam todos os movimentos. Excepto uma coisa: Daniel não quer ter nada a ver com Luce e faz o possível para tornar isso muito claro. Mas ela não consegue desistir. Atraída para ele como uma borboleta para uma chama. Luce tem de descobrir o que Daniel, desesperado, tenta manter em segredo... mesmo que a mate

Anjo Caído não foi o primeiro livro que li da autora, pelo que apesar da sua escrita descritiva e intensa, em todos os seus livros - até agora - há um elemento que permanece intocável, constante ao longo das páginas e das descrições, a razão por detrás de cada acção dos protagonistas: o romance.
Lucinda "Luce" Price é, durante grande parte do livro, uma protagonista interessante com um passado obscuro. Lembro-me que durante a minha primeira leitura, senti-me atraída para a sua história e para a sua personalidade mas, à medida que as páginas vão passando e a história se desenrola, dei por mim a querer saber mais e a importar-me mais com as personagens secundárias como Roland e Ariadne e a afastar-me da protagonista à medida que a sua forma de pensar se moldava única e exclusivamente a Daniel. A atracção é imediata, não há questões e há, mais uma vez, o elemento "stalker" que parece insistir em aparecer nos livros YA.
The only way to survive eternity is to be able to appreciate each moment.
Não me interpretem mal. Pelo historial das minhas leituras, é raro o livro sem qualquer tipo de romance, mas a forma como os acontecimentos, como o clímax do livro rodeia um único casal, um beijo sobrevivido, a vida de uma adolescente, não me atraiu por aí além - penso que, apesar de ser o primeiro de quatro, Anjo Caído ganhava muito mais se explorasse mais do que o amor verdadeiro. Luce passou de uma rapariga com um passado misterioso e problemático, para uma rapariga cuja única definição parece ser o seu amor por Daniel e vice-versa. Deixou de haver mais para Luce, mais de Luce para além de Daniel. Ela torna-o a sua vida, não apresentando qualquer espécie de autocontrole.
You know everyone loves to hate a happy pair of lovebirds.
Aqui, o aspecto fantasioso não foi o que ajudou à continuação da história mas sim a origem da maldição, o porquê das existências contínuas, os motivos para Gabbe, Ariadne, Roland e Cam permanecerem na imagem - quem são eles. A ausência de respostas foi o que moveu o avançar das páginas. O internato Sword & Cross ajudou a manter a história "mais familiar" mas, ao mesmo tempo, não se diferenciou por aí além de outros do mesmo género. A ausência de respostas para a vida "além-de-Luce" moveu-me mais e manteve-me mais interessada do que o facto de os anjos existirem porque, no fundo, neste primeiro volume não nos é dada grande informação.




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