| Review | A Sereia de Kiera Cass

quarta-feira, 19 de julho de 2017


Há anos que Kahlen segue as regras, esperando pacientemente pela vida que poderá considerar sua. Mas quando Akinli, um ser humano, entra no seu mundo, ela não consegue continuar a viver segundo as regras. De repente, a vida pela qual tem esperado não parece tão importante como a que está a viver agora

Este não é o meu primeiro livro de Kiera Cass e, certamente não será o último. O tópico do romance também não me é estranho, ou à autora que conquistou milhares de leitores com as dúvidas intermináveis de América Singer, no entanto, A Sereia, ao contrário de A Seleção apresenta um tom muito mais mórbido e muito mais questionável do que um grupo de raparigas que aparecem num reality show.
Em A Sereia a protagonista é uma assassina. A autora brincou com vários aspectos da mitologia no que toca às raparigas com caudas de peixe mas dois mantiveram-se incólumes: a beleza e a voz. Mas, a forma como decidiu descrever os assassinatos, os afogamentos, a própria indecisão e depressão da protagonista e das suas companheiras pareceu-me fria, egoísta e demasiado questionável para ser capaz de ver para lá disso. Não achei que foi um trabalho completo ou que deixasse a sua marca. A própria personagem de Oceano soou-me a forçada. Não consegui afundar-me no mundo de Kahlen. Não consegui ver para lá da morte e, principalmente, para a justificação dela, ou de frases como: "Apesar de Ela me aterrorizar, sinto o amor por baixo da Sua agressão". Não foi algo com o qual me conseguisse identificar.
There's always room for love. Even if it's as small as a crack in the door. 
Mas, sendo Kiera Cass a autora de A Selecção, não fiquei surpreendida pela história de Kahlen ser, basicamente, uma história de amor rodeada de mitologia e não o contrário. No entanto, é uma história de amor pobre, pois é um amor que existe somente tendo como base o destino. Por algum motivo, dei por mim a distanciar-me de histórias cujas relações se baseiam em algum poder superior que, aparentemente só calha a "alguns escolhidos" e aprecio muito mais uma relação baseada em dados substanciais do que apenas num único dia perfeito.
Claro que, como com A Selecção, A Elite, A Escolha e até mesmo, A Herdeira, apesar do meu descontentamento com o seguimento da história ou com as decisões ou forma de pensar da protagonista, dei por mim a não conseguir parar de ler. A escrita de Kiera Cass tem esse efeito. É quase viciante. E, apesar de diferente, para além do amor e das verdades questionáveis da história, houve partes realmente interessantes que impulsionaram a leitura e me obrigaram a virar a página. Talvez fosse o desejo de saber mais, ou de saber como é que Kahlen poderia sair de uma situação impossível. Admito que não gostei do início, nem apreciei o fim, mas houve alguém que um dia disse que o importante era a viagem e essa, até foi agradável.



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