| Review | O Código Da Vinci de Dan Brown

quinta-feira, 9 de novembro de 2017


Robert Langdon, conceituado simbologia de Harvard, está em Paris para fazer uma palestra quando recebe uma notícia inesperada: o velho curador do Louvre foi encontrado morto no museu, e um código indecifrável encontrado junto do cadáver. Na tentativa de decifrar o estranho código, Langdon e uma dotada criptologista francesa, Sophie Neveu, descobrem estupefactos uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo Da Vinci, que o pintor engenhosamente disfarçou. Tudo se complica quando Langdon descobre uma surpreendente ligação: o falecido curados estava envolvido com o Priorado de Sião, uma sociedade secreta a que tinham pertencido Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci, entre outros
Em pleno século XXI Dan Brown com O Código Da Vinci reacendeu o debate sobre a manipulação da Igreja Católica sobre o cristianismo e sobre a forma - quase nunca correcta, quase nunca humanamente moral, - de manter uma imagem pura e divina. Para alguns, O Código Da Vinci pode ser o primeiro contacto literário com a purga da Igreja e com a forma repressiva com que lidaram com quem não lhes convinha. Esta não é a minha primeira leitura - ou segunda. O meu Código Da Vinci é um livro velho e usado, cujas páginas já foram percorridas meia dúzia de vezes.
Dan Brown foi capaz de construir um livro com múltiplos pontos de vista. O Código Da Vinci salta de POV à medida que é necessário. Fá-lo para fornecer ao leitor mais conteúdo sobre o que se está a passar. Esta mudança apressa a leitura, havendo capítulos curtos e rápidos de percorrer. A escrita é igualmente simples e fácil de avançar, não havendo muitos floreados à volta do que se quer dizer, apesar da complexidade daquilo que é dito. 
Relativamente à história, O Código Da Vinci é um livro controverso que criou vários atritos com a Igreja Católica. Nele, Dan Brown expõe a humanidade de Jesus Cristo e a santidade de Maria Madalena. Fá-lo, usando alguns registos históricos mas, muitas das vezes, usa e molda a realidade para que se encaixe na linha que precisa, interpretando-o e dando ao leitor uma visão talvez não-tão-certa de uma obra de arte ou de uma verdade. E, é esta ambiguidade que me faz adorar O Código Da Vinci. Esta é uma interpretação que, apesar de poder ser falsa, levanta, ainda assim, o véu daquilo que foi a Igreja Católica, daquilo que é nos dias de hoje e inclusivamente, daquilo que havia antes - a mulher como criatura sagrada e não derivada do homem. Podendo ou não ser uma história verdadeira, ainda assim, O Código Da Vinci ensina e dá ao leitor uma sensação de aprendizagem e de cultura. A personagem de Robert Langdon, comum a outros livros do leitor e já familiar do público, com a sua adaptabilidade e com a sua simpatia e inteligência, leva o leitor à compreensão de determinados factos ou de meras lendas e suposições. 
History is always written by the winners. When two cultures clash, the loser is obliterated, and the winner writes the history books-books which glorify their own cause and disparage the conquered foe. As Napoleon once said, 'What is history, but a fable agreed upon?

Algo que acho de extrema importância é a forma como o autor usa os protagonistas, nomeadamente Robert Langdon e Sophie Neveu para expôr a sua própria crença e a sua própria vontade. Ele não quer destruir o cristianismo porque, no fundo, a religião faz bem às pessoas, acreditar fá-los atravessar a vida de forma mais feliz. O que realmente retiro de O Código Da Vinci é a vontade de pensar por mim própria e não me deixar influenciar por aquilo que é dito, que foi dito, e que será dito. 
Mais uma vez, penso que é necessário ser um leitor com uma mente aberta e, apesar de ser um livro sem qualquer duvida interessante, é importante relembrar que é um livro de ficção e que apesar de as obras, das sociedades, dos artistas existirem ou terem existido, há questões verdadeiras e muitíssimo importantes que deviam ser mais vezes debatidas - a perda da religião Pagã, da Deusa e a demonificação da mulher como ser impuro. O Código Da Vinci é um livro perigoso porque também relembra aos mais crentes que a Bíblia é apenas um livro, que "não foi enviada por fax dos céus", escrita pela mão do homem e, mais importante, decidida num conselho sobre os seus aspectos mais importantes. Não é um livro perfeito, mas entretém e dá ao leitor uma sensação de conhecimento, ainda que seja somente um efeito placebo, é agradável. É uma leitura, certamente, a repetir. 




E vocês? Quem é que já leu? O que acharam? Digam nos comentários em baixo!

2 comentários

  1. Adorei a tua opinião! Tenho também este livro na minha coleção cá de casa, mas ainda não o li!
    Gostei muito do teu blogue, já estou a seguir!
    Beijinhos,
    http://10secondsinmyworld.blogspot.pt/

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    1. Muito obrigado pelocomentário :) fico feliz que tenhas gostado :D
      É um livro sem dúvida, a ler! Aconselho!
      Muitos beijinhos,

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Muito obrigado pelo comentário!
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Boas leituras!

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