| Cinema | A Rapariga que Roubava Livros (2013)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017


A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak é um livro belíssimo. Uma história narrada pela própria Morte num dos períodos mais negros da humanidade. A sua leitura foi uma experiência maravilhosa e emocionante. Nela, o autor elevou o uso e a importância das palavras o que fez com que fosse extremamente fácil criar uma conexão com a protagonista, Liesel Meminger. A premissa resulta de uma ideia fenomenal e a versão cinematográfica não ficou aquém das expectativas.
If your eyes could speak, what would they say?
É importante referir que a interpretação de Sophie Nélisse e de Nico Liersch enquanto Liesel Meminger e Rudy Steiner não foram outra coisa se não perfeitas. A sua interpretação transmitiu ao espectador a ignorância e a inocência das crianças neste período histórico. Por outro lado Geoffrey Rush e Emily Watson que interpretam Hans e Rosa Hubermann conseguiram dar mais camadas à história, impregnando o ar de humanidade e de bondade - num período onde ela estava em falta - na maior parte das vezes através de um gesto ou de um olhar, provocando alguns dos momentos mais emotivos do filme.

Liesel e Hans
Houve algo de encantador na A Rapariga que Roubava Livros, no entanto, um dos maiores pontos negativos é o facto de que a dureza e a crueldade daquele tempo é rapidamente ultrapassado com momentos de ternura e de emoção. O amor sobrepõem-se ao ódio. E, durante a maior parte do filme, com a excepção de alguns minutos que retrataram factos históricos tais como a Noite de Cristal, as Paradas ou os Bombardeamentos, A Rapariga que Roubava Livros quase que não parecia um filme de guerra. Este esquecimento momentâneo é algo que não acontece no livro onde o diálogo/prosa constante da Morte nos relembra constantemente do sofrimento e da maldade da Alemanha Nazi.

Liesel 

A produção cinematográfica é bela, recheada de cores neutras e de cinzentos. O próprio ambiente actua muitas das vezes como um personagem secundário, revelando-se importante para o desenrolar da história e para o desenvolvimento dos personagens e,  foram muitas as vezes em que o que estava a ver se aproximou da minha imaginação.
I'm haunted by humans. 
É um filme emocionante e fiel ao livro com o mesmo nome e embora as palavras tivessem a sua quota de destaque, não foram tão importantes como no livro, o que já seria de esperar visto que grande parte do trabalho de Markus Zusak é um prosa e não no formato de diálogos. Mas, ainda assim, a humanização que foi transmitida resultou, transformando A Rapariga que Roubava Livros num filme emocionante e belo.



Já viram os filme? O que acharam? Digam nos comentários em baixo!

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