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| Review | Hush Hush de Becca Fitzpatrick

Apaixonar-se não fazia parte dos planos de Nora Grey. Nunca se sentira atraída por nenhum dos rapazes da sua escola, apesar da insistência de Vee, a sua melhor amiga. Então, aparece Patch. Com um sorriso fácil e uns olhos que mais parecem trespassar-lhe a alma, Patch seduz Nora, deixando-a completamente indefesa.Mas, após uma série de encontros assustadores com Patch, que parece estar sempre onde ela está, Nora não consegue decidir se há de cair-lhe nos braços ou fugir sem deixar rasto.Em busca de respostas para o momento mais confuso da sua vida, Nora dá consigo no centro de uma antiga batalha entre imortais. E quando é chegada a altura de escolher um rumo, a opção errada poderá custar-lhe a vida.
Hush Hush de Becca Fitzpatrick é um velho favorito. A primeira vez que o li tive a sensação de ser arrancada do meu mundo aborrecido e transportada para outro completamente diferente e muito mais excitante. Hush Hush tornou-se popular numa época pós-crepúsculo onde um BUM de livros paranormais e de fantasia levaram ao consumo excessivo do género mas, ainda assim, conseguiu captar a minha atenção o suficiente para o reler mais vezes do que aquelas que estou disposta a admitir. É uma leitura rápida e fácil. A complexidade depende se há ou não um conhecimento prévio aos elementos mais fictícios da história mas, mesmo esses são apresentados de forma simples e a autora é relativamente simpática ao tornar a linha temporal fácil de seguir.
Hush Hush possui uma aura misteriosa e a autora fez um bom trabalho ao manter o antagonista no escuro até ao momento da sua revelação. Em muitos aspectos Hush Hush apresenta-se igual a muitos outros livros YA e possuí as mesmas tropes - protagonista inteligente e especial em algum sentido, pais ausente/morto, hot bad boy. Mas, esquecendo as semelhanças, Hush Hush diferencia-se pelo conteúdo e vai ganhando uma forma própria à medida que as páginas avançam.
Para que não haja qualquer dúvida, Hush Hush é um livro especial da minha colecção e gosto realmente da história mas, - e é um grande mas, - isso não quer dizer que eu seja cega ou que não dê importância às óbvias falhas de julgamento e de plot do livro. Vamos passar a eles.
Keep in mind that people change, but the past doesn't.
Apesar de haver uma forte ligação entre duas personagens femininas, a autora decidiu optar pelos estereótipos comuns escolares e, ao elevar a protagonista - ao torná-la especial aos olhos do leitor, - diminuiu o núcleo à sua volta, fazendo com que personagens secundárias como a Vee, que possuem uma presença marcada no desenvolvimento da acção, sejam apresentadas como patéticas e superficiais, não havendo qualquer elo de ligação com o leitor para além de umas ocasionais gargalhadas.
Por outro lado, há momentos onde a autora escolheu o caminho mais fácil para o desenvolvimento do livro havendo uma certa dose de momentos previsíveis que podiam ser evitados. Penso que na procura por momentos de tensão entre o casal protagonista, a autora esqueceu-se de dar conteúdo e de dar matéria ao mundo. No entanto, com o passar das páginas houve um desenvolvimento visível e interessante e apesar de central, a conclusão baseou-se pouco no romance.
Outro dos dos principais pontos negativos é a óbvia romantização da ruptura dos limites impostos pelas palavras da protagonista e o romance surge porque os limites do "não" são ultrapassados, havendo uma desvalorização da negação por parte da mulher. Hush Hush eleva a um nível demasiado alto, o romance com alguém que não evoca uma imagem de segurança e são vários os momentos em que isso acontece. E embora não seja - de forma nenhuma - adepta de qualquer forma de diminuição da mulher, aceito a ficção criada por Becca Fitzpatrick. Os encontros iniciais fazem sentido para a motivação inicial de Patch, embora não devessem ser - obviamente - normalizados.
Por vezes lemos um livro no momento certo ou, outras somos arrastadas para ele por uma força maior e foi isso que aconteceu com Hush Hush. Vejo as falhas a um azul néon mas não sou capaz de deixar de apreciar a leitura ou de me importar com a protagonista, Nora Grey, ou de admirar a forma como a autora moldou uma ficção - a realidade dos anjos - já existente e adaptou-a ao seu gosto transformando-o em algo novo.

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