A Hype Pela Trilogia A Todos os Rapazes que Amei de Jenny Han é Justificada?

quinta-feira, 15 de março de 2018


Divertido. Amoroso. Leve. Uma leitura perfeita para o verão. A  trilogia A Todos os Rapazes que Amei de Jenny Han tem uma premissa adorável de tal modo que admito que, na altura da sua compra, a sinopse foi o que cativou a minha atenção. A ideia de cartas de amor enviadas sem autorização por uma pessoa mistério só podia despontar um conjunto de momentos caricatos que, bem executados só poderiam resultar num conjunto de livros maravilhosos. Por outro lado, a protagonista, Lara Jean é tão encantadora quanto é divertida. A sua personalidade curiosa e optimista proporcionaram óptimos momentos de leitura e para mim foi difícil manter-me à margem dos seus pensamentos. A escrita de Jenny Han colocou-me directamente na cabeça de Lara Jean e foi difícil obrigar-me a sair de lá. A trilogia A Todos os Rapazes que Amei é, sem dúvida, uns dos meus romances contemporâneos favoritos.
A trilogia A Todos os Rapazes Que Amei, ao contrário de outros romances na mesma faixa etária, possui vários níveis. É uma história de amor e sobre o amor mas também é sobretudo uma história sobre amizades - as novas e as perdidas - e, principalmente, sobre a família. A relação amorosa que se estabelece não é a única que é explorada e a ligação familiar que há é uma das minhas coisas favoritas sobre os livros. No entanto, é claro que, se formos dissecar a história passo a passo, vemos as falhas, sobretudo nos estereótipos que são criados desde a raiz do livro: os atletas e as raparigas populares e bonitas. Não é algo original e, apesar de com o avançar das páginas e dos livros essa linha de separação atenua-se, está lá, sempre presente na cabeça da Lara Jean.
It's not like in the movies. It's better, because it's real.
A escrita - muito pessoal - de Jenny Han era um grande motivador da leitura apesar do seu quê de previsível. A autora conseguiu fazer-me torcer pela protagonista do início ao fim e colocou-me em sintonia directa com Lara Jean - algo que não acontece tão frequentemente como seria esperado. Esta é uma história sobre o que significa crescer. É uma história sobre o amor, diversidade, inocência, impulsividade, amizades e sobre todas as possibilidades que existem quando ainda somos capazes de acreditar num final feliz. E, como é óbvio, em três livros, há um desenvolvimento crescente da escrita e da protagonista e, por vezes, achei mais difícil de aceitar as conclusões/inocência de Lara Jean, sobretudo quando se deixa influenciar por terceiros, a sua voz deixa de se ouvir no meio de tantas vozes externas, o que acaba por ser uma pena.
Há vários temas que a autora aborda na totalidade dos livros, no entanto, uma falha que não consegui ultrapassar com facilidade foi a questão do cyberbullying - o uso de tecnologias informáticas para assediar outros, infelizmente, uma prática demasiado comum nos dias de hoje. A forma como a autora decidiu abordar o assunto e como decidiu pela sua resolução ficaram aquém das minhas expectativas. Jenny Han decidiu não dar traumas/cicatrizes emocionais à protagonista como resultado da exposição da sua intimidade e, pior, decidiu não explorar as consequências de tais actos. A autora roçou apenas a superfície de um iceberg e não fez justiça ao problema que apresentou. Do mesmo modo, no último livro, a autora deixou propositadamente de fora a questão do assédio sexual em ambientes escolares. Tinha toda uma plataforma para dar realce a um problema muito real, mas não o fez.
People come in and out of your life. For a time they are your world; they are everything. And then one day they’re not. There’s no telling how long you will have them near.
A conclusão de toda a trilogia, infelizmente, ficou aquém do esperado, isto porque  não senti que o segundo volume precisasse de uma sequela e isso veio a confirmar-se já que Agora e Para Sempre acaba por ser um livro onde a acção é quase nula e acaba por criar, pela primeira vez, um distanciamento com Lara Jean pois a sua infantilidade em conjunto com a sua personalidade agora influenciável levaram a que a história se tornasse mais arrastada e aborrecida, criando pontos de tensão onde eles não eram necessários e foi difícil levar a protagonista a sério. Não foi uma forma perfeita de terminar a história de Lara Jean mas, ao mesmo tempo, a autora cria na perfeição um elemento de nostalgia que leva o leitor a sentir, facilmente, o elemento de perda e de medo face à mudança.

E vocês? Quem é que já conhece a história de Lara Jean? Digam nos comentários em baixo!

2 comentários

  1. Olha nao conheco Mas confesso que me sinto intrigada

    Vou procurar por eles!

    Beijinho

    Mimi in the Mirror

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    Respostas
    1. Obrigada pelo comentário!

      São livros fofinhos ;)

      Beijinhos!

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Muito obrigado pelo comentário!
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Boas leituras!