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3 Séries YA Desvalorizadas


A indústria de livros, principalmente do género YA, sempre foi muito direccionada para a temática que estivesse na ribalta num momento específico do tempo. J.K.Rowling proporcionou uma massiva quantidade de novos livros sobre magia e passados em boarding schools. Stephanie Meyer fez o mesmo com livros cujo tema principal era o vampirismo. Susanne Collins abriu as portas às distopias YA. Os exemplos são muitos e torna-se impossível de negar a influência que um determinado autor - ou um determinado livro - podem ter sobre o mercado editorial; do mesmo modo é difícil de negar o quão determinante foi o sucesso destes livros para abrir portas a futuros autores que, noutros tempos, não seriam publicados porque pura e simplesmente não havia procura.
Os stand-alones foram, durante algum tempo, colocados de lado e as duologias, trilogias e as séries abriram o seu caminho até às estantes dos leitores de todo o país. Mas, no meio das dezenas de livros que eram apresentados todos os meses, com cada novo lançamento, o interesse pelas séries/trilogias antigas, diminuiu, o que resultou num massivo número de séries por terminar - quer por parte das editoras, quer pela parte dos próprios leitores. E, com isto, no meio do caos de todas as novas publicações, houve umas quantas séries que passaram despercebidas ou que ficaram esquecidas e hoje venho-vos falar de três delas.

Esta é apenas a minha opinião. 

#1 Criaturas Maravilhosas de Kami Garcia e Margareth Stohl 

Magareth Stohl e Kami Garcia são agora autoras de séries individuais notoriamente mais conhecidas nos Estados Unidos da América, com Margareth Stohl a ser uma activista da importância da leitura e dos direitos dos autores e com parcerias com industrias de renome como a Marvel. Mas, antes de tudo isso, Kami Garcia e Margareth Stohl co-escreveram as Criaturas Maravilhosas, uma série de quatro livros, várias novellas e spin-offs.
Criaturas Maravilhosas é um livro com personagens cativantes, com um background forte e estável recheado de plots fantasmas. É também- e de forma propositada - uma história de antónimos (ódio vs amor; bem vs mal; luz vs escuridão) que são testados até aos limites. Criaturas Maravilhosas também eleva a personagem feminina e dá uma grande importância às mulheres, sendo um dos primeiros livros que me lembro de ler onde o interesse amoroso feminino, está fora do ponto de vista do leitor e detém a totalidade dos poderes. O elemento fantástico do mundo criado por Kami Garcia e Margareth Stohl também é muito interessante e relativamente diferente e gostei sobretudo da forma como tudo parece intersectar com a cultura dos estados do sul, com principal destaque para a Guerra Civil Americana.

#2 Predestinados de Josephini Angelini 

Predestinados de Josephini Angelini foi uma completa surpresa. Baseando-se numa premissa simples - um amor condenado desde o início - a autora inova o livro com o uso da mitologia grega o que foi, sem dúvida, um dos pontos mais fortes da série, sendo inclusivamente um elemento educacional. Ao contrário de Criaturas Maravilhosas, Josephini Angelini brinca com conceitos antónimos como o nunca vs sempre e, embora caía nos estereótipos comuns no que toca ao mundo real, grande parte da trilogia é dedicada ao conhecimento da mitologia e ao desenvolvimento do romance. Para além disso, a autora também possuí um humor relativamente negro, o que eleva o diálogo interno da protagonista.

#3 Raptada de Lauren DeStefano 

Raptada foi uma das minhas primeiras leituras após Os Jogos da Fome e o que me despertou a curiosidade foi a premissa de uma vida com validade. Ainda assim, o mundo que a autora criou manteve-me agarrada até às últimas páginas por ser, sobretudo, um mundo negro de extremos de sobrevivência. A autora usa muito o choque e, embora não sejam livros onde a acção se suceda a cada página, as palavras ganham destaque, uma vez que grande parte do conflito é interior. É uma série explicitamente crua e não há em nenhum momento uma romantização da situação. A autora conseguiu criar um mundo muito sensitivo e lê-lo foi uma experiência extremamente sensorial. 

CONCLUSÃO
Por vezes gosto de pensar que o meu gosto pela leitura ultrapassa o género (do livro), mas não sou capaz de admitir em boa fé, que os meus preferidos sejam livros diferentes do género YA.  Qualquer um dos livros mencionados é - na minha opinião - uma leitura marcante pelas mais variadas razões e são livros que recomendo, apesar das falhas de cada um. Talvez tenham sido livros que li na altura certa e por isso é que sinto que são especiais, ainda que à sua maneira.

E vocês? Quais são as séries que têm em casa por terminar? Digam nos comentários em baixo! 

4 comentários

  1. Felizmente quando começo numa série tenho de acabar a todo o custo! Não conhecia nenhuma das que falas-te, mas senti-me bastante tentada à Raptada de Lauren! :)
    Convido-te a visitares o meu novo blog, especialmente dedicado ás redes sociais e tudo o que envolve fotografia!
    Beijinho, Bárbara
    MisturaPossessiva

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    1. A Raptada é um conceito muito bom, gostei imenso!

      Muito obrigada pelo comentário!

      Beijinhos!

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  2. Eu tenho a Predestinados na minha TBR list e se tu gostas dessa temática tens MESMO que ler The Covenant! É uma das minhas sagas favoritas!

    Beijinhos,
    O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

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    1. EU SEI!!!!! Estão sempre a recomendar-me a série! xD juro que vou começa-la ainda este ano!

      muitos beijinhos,

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