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| Review | A Minha Vida na Horizontal de Chelsea Handler

Compromissos? Nem pensar! E as aventuras de uma noite vão ganhando terreno nos dias de hoje. A Minha Vida Horizontal é a prova disso mesmo. Chelsea Handler teve muitas destas aventuras, e é com um delicioso sentido de humor que conta alguns dos seus encontros mais emocionantes e hilariantes. Desde um anão que usava sombrero, passando por um tarado sexual sadomasoquista, por um rapaz de 18 anos, um ginecologista, um homem belíssimo que foge aos seus avanços, um empregado de mesa de um paquete de luxo e um stripper de Las Vegas, as noites de Handler tornam-se memoráveis. Uma história de encontros e desencontros, divertida e onde as situações mais incríveis podem acontecer…
A Minha Vida na Horizontal de Chelsea Handler é um exemplo perfeito de como a nossa opinião sobre um determinado livro muda com o avançar da idade. A primeira vez que o li - possivelmente durante o início da adolescência - lembro-me de o achar hilariante. As minhas memórias da sua leitura revolviam o riso e o divertimento. Estava totalmente convencida ao voltar às suas páginas que A Minha Vida na Horizontal era a história de uma jovem mulher, independente, engraçada e superior às opiniões de outros e, a maior parte do que eu pensava ser A Minha Vida na Horizontal, manteve-se. O que eu não esperava era deparar-me com comentários ignorantes, sexistas e racistas que a minha mente jovem não se apercebera na altura.
I don't like the word 'alcoholic'. I like to think of myself as an advanced drinker.
A Minha Vida na Horizontal não é um livro feminista ou sobre a liberdade sexual, na verdade, após esta minha segunda leitura, não consegui retirar absolutamente nada do livro. As histórias não eram boas, a maior parte das piadas eram forçadas e, quanto mais, mostrou o quão desprezível o ser humano consegue ser. Não houve uma relação saudável em qualquer uma das histórias, pelo contrário. A maior parte delas eram recheadas de mentiras e de álcool ou drogas e desrespeito pelo outro. 
A Minha Vida na Horizontal acaba por ser um relato narcisista de uma vida de one-night stands cujas histórias - na minha opinião - para além da ausência de piada, estão exacerbadas para roçar o extremo do possível. Os julgamentos apareciam a cada dez linhas e o humor era - como já mencionei - racista e desrespeitoso, o que me deixou desconfortável só com a sua leitura e que, portanto, não é um livro para mim.




E vocês? Quem é que já leu? 
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