| Review | Koldbrann - Parte 3 - Imprudentes de Ana Cláudia Dâmaso

segunda-feira, 18 de junho de 2018


Enquanto se vivem momentos tensos na fortaleza de Mérida e as opiniões oscilam em Scallabis com a chegada das eleições, Diana Salvatore e o seu melhor amigo, Josh, vivem uma nova realidade, onde ambos se deixam consumir pelas suas mais instintivas emoções, esquecendo os seus objectivos e sonhos. Como conseguirá ela desenvencilhar-se do facto de se ter transformado numa kold? Serão as acções desses monstros assim tão desmedidas? E que nova espécie de kold é, afinal, aquela a que Diana chamou de "twitcher"? Muitas aventuras e descobertas a esperam nesta terceira e penúltima parte da colecção Koldbrann.

Koldbrann - Parte 3 - Imprudentes é o penúltimo livro da série Koldbrann e readquire algumas das características de Koldbrann - Parte 1 - Rebeldes voltando a ser um livro puramente centrado na protagonista, perdendo a multiplicidade de pontos de vista que existiu em Koldbrann - Parte 2 - Desleais e que permite ao leitor estar em sintonia directa com Diana. A falta de mais do que um ponto de vista, embora não seja necessária, foi um elemento cuja falta foi sentida, principalmente quando os capítulos começaram a crescer. Algo que tenho vindo a reparar à medida que avanço na história é a forma como cada livro, acaba por ganhar a sua própria individualidade, o que é um ponto positivo. Todos eles, sem excepção, dentro do mundo de Diana, acabam por conter uma história muito diferente da anterior e isso agrada-me.
Koldbrann - Parte 3 - Imprudentes começou de forma confusa mas forte. A transição que existe na protagonista foi bem explicada e embora rápida e na maior parte das vezes caótica, fez sentido e deu para compreender a intenção da autora embora tenha-me dificultado enquanto leitora a visualização daquilo que estava a acontecer. A rapidez que existiu em Koldbrann - Parte 2 - Desleais desapareceu e a maior parte da acção e do livro acaba por acontecer de forma relativamente normal e ao seu próprio ritmo. A sensação de realismo e o de "estar lá" voltou a surgir após as primeiras páginas do livro e gostei das novas descobertas que foram sendo desvendadas relativas ao mundo exterior, algo que tinha sido um elemento favorito no primeiro volume. O ritmo a que elas foram sendo desvendadas foi dado num equilíbrio perfeito.
Às vezes coisas boas acontecem nos nossos piores momentos!
O que não gostei na história, não está, de todo, relacionado com a escrita da autora ou até mesmo com elementos da história em si, mas antes está relacionado com a direcção que a história acabou por tomar após as primeiras páginas e que é algo puramente preferencial e que em nada deve interferir com a leitura e com as preferências de outra pessoa. Simplesmente, o meu desejo era o de ler uma história distópica / ficção científica mais direcionada para os seus elementos mais fantasiosos e, neste terceiro volume acabamos por ter uma dose elevada do elemento de reabilitação que não esperava e que retirou algum do meu prazer com a leitura.
Mas, mais uma vez, é algo puramente preferencial, pois entendo que esta era a história visualizada pela autora e que é necessário para o evoluir da protagonista e consequentemente do enredo. O diálogo interno ainda que por vezes ligeiramente confuso, voltou a ganhar o poder do primeiro volume o que me agradou e, no seu todo, Kolbrann - Parte 3 - Imprudentes acabou por ser uma boa leitura e o meu gosto pelo livro apenas não foi maior pela questão da direcção tomada pela história. Os capítulos também me pareceram maiores mas, ainda assim, continuou a ser um livro que se lê extremamente rápido e cujas páginas passam a correr.



E vocês? Quem é que já leu os três livros? Digam nos comentários em baixo!

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