| Review | Destemida de Lesley Livingston

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Fallon é a filha mais nova de um orgulhoso rei celta e sempre viveu na sombra da lendária reputação da guerreira de Sorcha, a sua irmã mais velha, que morreu em combate quando os exércitos de Júlio César invadiram a ilha da Bretanha.

Na véspera do seu 17.º aniversário, Fallon está ansiosa por seguir os passos da irmã e conquistar o seu legítimo lugar entre os guerreiros reais. Mas ela nunca terá essa oportunidade, já que é capturada e vendida a uma escola de elite que treina mulheres gladiadoras — e cujo patrono é o próprio Júlio César. Numa cruel reviravolta do destino, o homem que destruiu a família da jovem poderá ser a sua única hipótese de sobrevivência.
Agora, Fallon terá de ultrapassar rivalidades perversas e combates mortais — dentro e fora da arena. E talvez a maior ameaça de todas: os seus sentimentos proibidos, porém irresistíveis, por Cai, um jovem soldado romano.
Destemida ou The Valiant é um livro que retrata, de certa maneira, a Roma antiga. A Roma de César, ainda que ligeiramente imaginada. Tudo na sinopse chamava a minha atenção. Era cativante e interessante. As minhas expectativas, como podem ver, estavam demasiado altas e, portanto, acabei por ficar desiludida. A história tinha tudo para depressa se tornar uma das minhas favoritas do ano. História. Amor. Guerra. 
Are you a weapon or a target? Choose!
Na Roma de César, conhecemos o seu modo de viver, as suas disputas e são nos apresentados argumentos a favor do espectáculo que eram as arenas que, de certo modo, somos obrigados a compreender. A historicidade da relação do político romano com a rainha egípcia e a sua forma de comunicar apelaram ao meu lado mais educacional, embora tenha perfeita consciência que a autora usou a liberdade criativa para grande parte das cenas.  
Não é um mau livro, pelo contrário. As descrições são detalhadas o suficiente para imaginarmos o mundo da protagonista e a época em que vive. São fortes o suficiente para provocar uma reacção no leitor. A linha de acção é sequencial, cada capítulo possui um propósito e movemos-nos a uma velocidade confortável que não permite que a história se torne aborrecida. Porém, não consegui, por nada, colocar a Fallon que me foi apresentada no início do livro, no mundo que a autora queria. Senti, de certa maneira, um distanciamento entre a protagonista e o universo e, para mim, todos os elementos, todas as qualidades mais corajosas da protagonista pareceram apenas ditas pela mesma, ao invés de mostradas. 
Houve também uma quota demasiado grande de elementos previsíveis, não existindo ao longo das páginas nenhuma surpresa digna de nota pois todos os WOW's foram rapidamente descobertos, alguns deles, nas primeiras páginas. Ao ler o livro, apesar de ter gostado, senti que faltava uma maturação emocional muito grande na protagonista. Uma profundidade que talvez tivesse tornado a história mais misteriosa, o romance mais credível e ainda mais interessante. 
You are what you are, no matter what you once were.
Mais uma vez, Destemida não foi um livro mau. Gostei de o ler, daí o valor da classificação, e não tenho dúvidas quanto à minha continuação da série. Mas, talvez pelas minhas expectativas mais altas, esperava mais da história e mais da protagonista e não esperava, de todo, sentir mais afinidade e mais interesse pelas personagens secundárias. É um bom primeiro livro e possui um arco de acção que faz todo o sentido. Foi apenas a profundidade da história - ou falta dela - que me incomodou e que me deixou um pouco aquém daquilo que esperava. 

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