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| Review | A Court of Thorns and Roses de Sarah J. Maas

Feyre's survival rests upon her ability to hunt and kill – the forest where she lives is a cold, bleak place in the long winter months. So when she spots a deer in the forest being pursued by a wolf, she cannot resist fighting it for the flesh. But to do so, she must kill the predator and killing something so precious comes at a price ... Dragged to a magical kingdom for the murder of a faerie, Feyre discovers that her captor, his face obscured by a jewelled mask, is hiding far more than his piercing green eyes would suggest. Feyre's presence at the court is closely guarded, and as she begins to learn why, her feelings for him turn from hostility to passion and the faerie lands become an even more dangerous place. Feyre must fight to break an ancient curse, or she will lose him forever. 
Para mim, a leitura de A Court of Thorns and Roses (ACOTAR) de Sarah J. Mass foi uma conquista. Já tinha o livro há algum tempo e apesar da pressão alheia para terminar a sua leitura - e por fim  entrar no mundo mágico das cortes e de ser apanhada de frente pelo(s) romance(s) devastador(es) criado(s) pela autora - teimosamente, demorei o meu tempo. A razão? Também me é desconhecida pois tinha a certeza absoluta que ia adorar a história. Penso que a minha demora deveu-se, em parte, ao facto de não querer que o mistério acabasse, o que é um motivo para lá de absurdo - eu sei!

Don't feel bad for one moment about doing what brings you joy.
Tal como já adivinhava e, tal como muitas outras pessoas, adorei a história. ACOTAR é um retelling de A Bela e o Monstro e as parecenças são visíveis à medida que a história se desenvolve - desde a maldição, à sala de arte, à dança, à fuga - no entanto, tal como aconteceu com Cinder de Marissa Meyer, as voltas e mais voltas que a autora dá para conseguir criar algo próprio é fantástico. Esta familiaridade é, obviamente, uma faca de duas pontas, pois apesar de sentir maravilhamento e de me divertir ao analisar as ligações com o popular filme da disney, também tornou alguns pontos da história previsíveis e fáceis de adivinhar (o que, ainda assim, não demoveu, de forma nenhuma, o meu gosto pela história).
Apesar de ACOTAR ser uma história movida pelo enredo e pela constante acção, achei os personagens extremamente fascinantes. No mundo dos mortais e das fadas, a autora criou uma protagonista que não é perfeita mas para com a qual é fácil - tão fácil - sentir empatia e criar uma ligação leitor-personagem. Com uma profundidade emocional muito grande e com um arco de história e de morais muito bem desenvolvidos é  absurdamente simples entrar na cabeça de Feyre. Do mesmo modo, senti que todas as personagens principais e até mesmo algumas mais secundárias possuíam uma personalidade marcada e um desenvolvimento com um princípio, meio e fim, o que tornou a leitura muito mais divertida e muito mais apetecível. O próprio núcleo familiar inicial é rico em pormenores, em quezílias e em divergências bem executadas e, mais importante, justificadas.
I threw myself into that fire, threw myself into it, into him, and let myself burn.
As relações que são criadas não são apressadas e criam um balanço muito positivo com o resto da história. Removendo a parte mais previsível, o romance que existe é suficiente para justificar grande parte das ações que acontecem no final da história. Com um conteúdo mais sexual que Throne of Glass, achei as ligações entre os personagens neste primeiro livro, mais maduras e mais realistas, justificando de certo modo a obsessão que a maior parte dos leitores possuí com ACOTAR (risos). 
Sarah J. Maas já o tinha feito com Throne of Glass mas voltou a fazê-lo - e melhor, na minha opinião - com ACOTAR. A construção de um mundo feérico com uma política intricada e complexa que me deu uma vontade imensa de continuar para os próximos volumes. A complexidade das cortes e dos respectivos poderes é algo que roçamos apenas ao de leve e que quero ver mais explorada. É algo que me motivou a avançar nas páginas e a continuar obsessivamente. 
Para mim, uma das coisas que mais gostei na leitura, foi a sensação de que todos os pormenores eram interessantes e que importavam para a criação da história e para o desenvolvimento da acção. Embora a parte final tivesse sido mais questionável moralmente e quanto à sua prática, gostei da facilidade com que avancei. O meu único e/ou maior problema com as escolhas da autora foi a a rapidez dos últimos acontecimentos, nomeadamente a transformação que se dá nos últimos capítulos.
We need hope, or else we cannot endure.
Mas, enquanto nenhuma editora portuguesa resolve traduzir os livros não penso que ACOTAR seja a melhor das ideias para um leitor que esteja a iniciar as suas leituras em inglês pois a autora utiliza sinónimos mais eloquentes de palavras comuns e simples e, embora ao início tivesse sido algo com o qual batalhei, a riqueza das palavras e das descrições da autora possibilitaram uma imagem muito mais realista, viva e colorida do mundo que criou. Porém, apesar de ser um livro denso e complexo, consegui lê-lo num ápice e recomendo a todos aqueles que estão à vontade com o inglês ou para aqueles que não se importem de ir procurar constantemente a definição de palavras no dicionário (risos).




E vocês? Quem é que já leu o livro? Também gostaram? 
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2 comentários

  1. Li este o ano passado e sinceramente não gostei nada :p É certo que não é um género de que goste particularmente, mas fui atrás do hype e da capa, que é lindíssima! (principalmente em hardcover). O enredo foi uma seca e a única personagem de que gostei foi o Lucien x) achei a vilã e a parte final muito mal desenvolvidas, também.
    Mas eu sei que sou uma minoria aqui! E ainda bem que gostaste, é um sentimento maravilhoso quando gostamos de um livro e sabemos que há continuações para ler :D

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    Respostas
    1. ohhh tenho pena que não tenhas gostado!!! mas também vou ser sincera, gostei muito do livro, mas estava à espera de adorar completamente, no entanto, acho que a parte mais previsível da história - por ser um retelling - retirou essa emoção :D
      muito obrigado pelo comentário e muitos beijinhos!

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