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| Review | Three Dark Crowns de Kendare Blake

In every generation on the island of Fennbirn, a set of triplets is born—three queens, all equal heirs to the crown and each possessor of a coveted magic. Mirabella is a fierce elemental, able to spark hungry flames or vicious storms at the snap of her fingers. Katharine is a poisoner, one who can ingest the deadliest poisons without so much as a stomachache. Arsinoe, a naturalist, is said to have the ability to bloom the reddest rose and control the fiercest of lions.But becoming the Queen Crowned isn’t solely a matter of royal birth. Each sister has to fight for it. And it’s not just a game of win or lose…it’s life or death. The night the sisters turn sixteen, the battle begins.The last queen standing gets the crown. 
Three Dark Crowns ou em português Três Coroas Negras é um livro de fantasia recentemente traduzido pela Porto Editora e, na minha opinião, uma excelente aposta. Tinha o livro cá em casa há mais de um ano antes de decidir dedicar-me à sua leitura. Queria, primeiramente, aumentar o meu vocabulário em inglês antes de mergulhar de cabeça no mundo criado por Kendare Blake. Da autora, já conhecia o Anna Dressed in Blood, que foi uma surpresa muito boa, pelo que as expectativas para este volume estavam altas.
No one really wishes to be a queen.
Não fiquei desiludida. Com vários pontos de vista (POV) diferentes, cada capítulo foca-se num ponto diferente da ilha de Fennbird onde a história se desenrola. Uma ilha que é também ela uma personagem com vontades e escolhas. Cada POV é necessário para que o leitor tenha uma compreensão total da profundidade e da dinâmica entre os diferentes personagens, servindo também para aumentar a expectativa até ser atingido o apogeu do livro. 
Three Dark Crowns é um livro motivado, sobretudo, pelos personagens e os jogos políticos que existem enriquecem a leitura, aumentando a profundidade do universo com a religião, os mitos e as guerras. É, de tal modo, movido pelos personagens que, até os mais secundários possuem uma personalidade, objectivos e um passado muito próprio e vincado. Decorrendo numa sociedade matriarca, onde as mulheres governam a ilha e são as figuras principais daquele pequeno mundo - um aspecto novo e bem-vindo na fantasia juvenil - os poderes são, para quem leu o livro, um atrativo bem-vindo mas não são a parte principal da história onde o confronto de personalidades leva a acção a seguir em frente. 
As descrições foram bem conseguidas e é relativamente fácil de imaginar a ilha com as suas pessoas. Mais do que isso, é fácil de imaginar os diferentes ambientes, característicos de cada poder/rainha. Gostei realmente desta variedade de cores, costumes e pessoas e da forma como cada personagem lidava com os problemas que lhes eram apresentados num determinado ponto da história. Three Dark Crowns foi-me vendido como um livro com um ambiente negro mas durante a sua leitura senti mais profundamente a sua aura misteriosa do que propriamente o seu lado macabro.
Only a king-consort is fool enough to love a queen, he says quietly.
As voltas e reviravoltas que o livro tomou foram, na sua maior parte, uma surpresa, ainda que, algumas, ligeiramente previsíveis. Embora tenha sido uma aventura relativamente fácil de conquistar, pois lê-se muito bem, o início, a entrada neste novo mundo, foi mais complicado pois senti que na apresentação das protagonistas existiu um espaço entre leitor-personagem, quase como se também eu, tivesse um espaço entre a minha pessoa e a rainha. No entanto, foi uma dificuldade rapidamente ultrapassada com a familiaridade com as protagonistas e o seu final deixou-me a ansiar fervorosamente pelo próximo volume - o que é o pretendido (risos).




E vocês? Quem é que já leu o livro? 
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