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| Review | Quando as Estrelas Caem de Amie Kaufman e Meagan Spooner

É uma noite igual às outras a bordo da Ícaro, os passageiros divertem-se. Tarver convida Lilac para ver as estrelas. Então, a catástrofe abate-se sobre a enorme nave de luxo: de súbito é puxada para fora do hiperespaço e despenha-se no planeta mais próximo. Lilac Laroux e Tarver Merendsen sobrevivem. E estão sozinhos. Lilac é filha do homem mais rico do universo. Tarver é de origens humildes, um jovem herói de guerra que aprendeu há muito tempo que as jovens como Lilac só dão grandes problemas. Mas sozinhos têm de confiar um no outro e trabalhar juntos, encetando uma jornada tortuosa pelo misterioso e lúgubre planeta para procurar ajuda. Enquanto lutam para salvar as vidas no meio do enigmático planeta começam a descobrir que, apesar das diferenças, as estrelas começam a iluminar os seus corações com a luz do amor
Quando as Estrelas Caem de Amie Kaufman e Meagan Spooner foi uma releitura, uma prenda de um natal passado que quis voltar a reviver. Com uma capa - original - belíssima que é incapaz de não chamar a atenção do leitor mais teimoso e fazendo parte de uma trilogia - que quero imenso terminar - Quando as Estrelas Caem é o primeiro volume de uma história que tem tudo para ser épica. Uma  autêntica odisseia no espaço. 
But she's here, she's mine. I'm hers.
Quando as Estrelas Caem é um livro recheado de flutuações de acção e, consequentemente de flutuações na vontade da leitura. Ambas as autoras conseguiram criar um início de história muito forte que agarrou-me imediatamente enquanto leitora. Uma espécie de um Titanic distópico. Essa ideia foi-me vendida como água num deserto e queria-a - imenso. No entanto, passamos um tempo relativamente pequeno a bordo da Ícaro, o que me desapontou, pois queria conhecer a nave mais luxuosa do universo e as suas pessoas.
Mas, ao invés, Amie Kaufman e Meagan Spooner apresentam-nos uma história de sobrevivência. Com capítulos relativamente curtos, uma escrita simples e dois pontos de vista completamente diferentes, Lilac e Tarver, os personagens, passam a ser o único motivador da leitura pois o espaço à nossa volta e a respectiva acção torna-se confusa e extraterrestre - literalmente. Há, inclusive, repetições, o resultado de uma luta pelo desejo de ver o dia seguinte e o climax demora o seu tempo para aparecer. 
Quando as Estrelas Caem é um livro de ficção científica que faz jus ao seu género. A parte elemental mais fantasiosa é interessante e as autoras conseguiram torná-la uma parte importante da história mas não necessariamente a que chama mais a atenção do leitor pois as personalidades, o romance e a ligação que se estabelece entre os dois protagonistas tornou-se rapidamente uma parte mais apelativa do livro. 
You don't mention death when it's hovering near someone you love. You don't want to attract the reaper's attention.
Amie Kaufman e Meagan Spooner com Quando as Estrelas Caem, prendem o leitor nas emoções e rapidamente a parte lógica e racional deixa de importar ou de possuir a sua relevância e, a verdade, é que quando deixamos as emoções tornarem-se parte do motivo pelo qual continuamos uma leitura, a história torna-se estranha, pois começam a surgir perguntas às quais não possuímos uma resposta. Com isto não quero dizer que Quando as Estrelas Caem é um livro mau, pelo contrário. Gostei bastante da história e da forma como me vi incapaz de separar a escrita das duas autoras o que é o essencial num livro co-escrito. Ambas criaram vida para lá do nosso planeta - uma vida que quero continuar a seguir.




E vocês? Quem é que já leu o livro? 
O que acharam? 
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2 comentários

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