| Review | Harry Potter e a Pedra Filosofal de J.K.Rowling

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Foto com Parceria da Joana Nunes da Panemic Books
Harry Potter é antes de mais o fenómeno editorial de 1999. É-o porque demove crianças de jogos de computador e de infindáveis horas frente ao televisor. É-o porque está traduzido em cerca de 30 idiomas. É-o porque tem angariado os mais importantes prémios de literatura infanto-juvenil. É-o, por fim e entre outras inúmeras razões, porque ocupa há meses consecutivos os primeiros lugares das mais importantes listas de vendas mundiais. Mas Harry Potter, o personagem dos livros de J. K. Rowling, não é um herói habitual. É apenas um miúdo magricela, míope e desajeitado com uma estranha cicatriz na testa. Estranha, de facto, porque afinal encerra misteriosos poderes que o distinguem do cinzento mundo dos muggles (os complicados humanos) e que irá fazer dele uma criança especialmente dotada para o universo da magia. Admitido na escola Howgarts onde se formam os mais famosos feiticeiros do mundo, Harry Potter irá viver todas as aventuras que a sua imaginação lhe irá propocionar. Um grande sucesso editorial que os mais jovens adoram e que apetece também aos adultos.
Harry Potter e a Pedra Filosofal de J.K.Rowling continua a impressionar-me e mais de vinte anos após a sua primeira publicação a escrita e a magia de J.K.Rowling continua a encantar adultos e crianças. É, realmente, impressionante como é que um único livro consegue oferecer tanta paz, conforto e alegria num curto espaço de tempo. Lê-lo, é relembrar as emoções de um passado distante, é voltar a ser uma menina, quando a vida era simples e não recheada de problemas comuns.
To the well-organized mind, death is but the next great adventure.
Não me recordo da primeira vez que as páginas de Harry Potter e a Pedra Filosofal me chegaram às mãos. Olhando para trás, só me lembro dos livros estarem sempre lá, presentes, na estante. Lê-los, tantos anos mais tarde, é quase como regressar a uma casa onde fomos felizes mas à qual já não temos acesso constante. É uma visita nostálgica a um mundo de personagens e de criaturas que forçam a imaginação a ir mais além. Com a escrita de J.K.Rowling já nos é natural, tão natural como respirar, ver o mundo com os olhos de humanos pequenos. É uma parte de nós que muitos não querem ver perdidas e, por isso, como eu, relêem os livros na esperança de manter a chama da inocência viva por mais uns anos. 
Mas, o que também adoro na possibilidade de reler novamente os livros sobre a história do Rapaz Que Sobreviveu é o de compreender a extensão das ligações que a autora cria entre as diferentes histórias e personagens pois é possível vermos as conexões que existem com o último livro, ou com o quinto livro, o que mostra um trabalho intrincado na criação do mundo que merece um claro reconhecimento. As personagens são ecléticas e os jovens mostram mais uma vez que podem mudar o percurso do mundo. 
It takes a great deal of bravery to stand up to our enemies, but just as much to stand up to our friends.
Harry Potter e a Pedra Filosofal é uma ode à imaginação de uma mulher que conseguiu, de algum modo, enfeitiçar milhares de crianças. Uniu-as através de um mundo complexo e de um herói real. Toda a sua escrita, simples e de fácil compreensão, apesar das palavras mágicas,  ajuda à imersão na história e, embora direcionado para crianças, é impossível não sentir, enquanto adultos, o poder das palavras da autora. Harry Potter e a Pedra Filosofal foi onde tudo começou e ao relê-lo há uma sensação de aproximação do fim.



E vocês? Quem releu o livro este ano? 
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5 comentários

  1. EU!!! Adoro sempre que pego nesta coleção de livros que, embora pareça estranho, só ficou completa este ano... Sei os filmes de cor mas é sempre bom ter os livros para ler e para imaginar o impossível.
    http://navarandadeumquartoandar.blogspot.com/

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    Respostas
    1. os livros têm, pelo menos, mais informação :P
      muitos beijinhos!

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  2. Eu não, mas Harry Potter é, de facto, um mundo que encanta crianças e adultos. É extraordinário ver a ligação que se criou entre as histórias e as pessoas.

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  3. Não releio livros (pelo menos até ver), portanto nunca aconteceu, nem sei se algum dia acontecerá. Mas estou sempre pronta para voltar a ver os filmes :P

    Beijinhos :D
    Joana

    panemicbooks.blogspot.com

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