| Review | Despedaçada de Tânia Dias

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Foto com Parceria da Joana Nunes da Panemic Books
Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu e assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de o fazer, quando nem a si parece ser capaz salvar?

Despedaça de Tânia Dias é o primeiro volume de uma história de fantasia que começa de forma relativamente familiar. A autora, no passado, ofereceu-me a oportunidade de conhecer o mundo que imaginou e que desenvolveu e esta é, portanto, uma leitura de segunda-volta. Fi-lo, de forma a relembrar pedaços da história antes de passar para o segundo livro - já publicado -, Fénix e o qual terá também uma opinião publicada muito em breve. A verdade é que aproveitei e diverti-me com a leitura de Despedaçada. Não foi apenas um livro para passar o tempo.
Há demónios que ninguém pode afastar, mas obrigado. 
Despedaçada apresenta-nos um universo de fantasia onde os elementos como o Fogo, o Ar, a Água, a Terra, a Vida e a Morte, são essenciais e são usados como uma forma de poder ou de artes mágicas. É um elemento familiar, já executado noutros livros também eles de fantasia, onde os elementos do mundo estão, de algum modo, ligados à/ao protagonista. Neste caso em particular, lembrou-me um pouco do livro Marcada, de P.C.Cast e de Kristen Cast, sobretudo, pela forma ritualista como os poderes são usados. No entanto, esta semelhança, não é exactamente má, pois ao ser familiar, já trás consigo a percepção e o imaginário já desenvolvido e aberto para este tipo de magia. E, embora semelhante, ao longo das páginas, as diferenças começam a surgir e transformam Despedaçada em um livro único, com as suas diferenças e características.
Despedaçada é o primeiro volume de uma trilogia e, como consequência, é um livro de construção de um mundo, de relações e de poderes. Os alicerces da história estão criados e foram satisfatoriamente apresentados, no entanto, penso que a autora discriminou os personagens mais secundários e senti que não houve uma aproximação ou uma profundidade relacionada a determinados elementos da história. Um aspecto que espero que mude no segundo livro.
Para mim, a título pessoal, Despedaçada é um livro para um público jovem ou jovem -adulto. Houve uma imaturidade latente à protagonista - propositada ou não - que me afastou da sua mente e que até determinado ponto, me impediu de criar uma conecção com Alexia. Tal facto pode ser explicado pelo tempo que a autora manteve o leitor na ignorância de certos pontos chave para a história e para a protagonista. Pois não tínhamos o porquê, apenas as consequências e as emoções que, algumas vezes, foram avassaladoras e não havia realmente uma bóia à qual nos agarrarmos pois não compreendíamos o que se estava a passar.
A verdade não é dura como facas mas é desconcertante e pouco se sabe neste mundo sobre ela. 
A minha primeira leitura e consequente opinião foi hipócrita pois não fui justa para com o trabalho desenvolvido pela autora. Olhando para trás, não penso que a minha opinião tenha sido influenciada pela altura em que li o livro, como aconteceu com O Coração de Simon Contra o Mundo, pelo contrário. Vejo que a minha opinião e a forma como a expressei foi o resultado do empenho injusto que coloquei na leitura. Fi-lo, quase à procura de defeitos, ao invés de escolher aproveitar a história. Foi algo puramente inconsciente e obviamente não propositado e que compreendo agora meses mais tarde. No entanto, continuo a achar que falta uma camada à história que podia torná-la melhor ou, à falta de melhor palavra, mais interessante do ponto de vista mágico e de criação do universo. 

E vocês? Alguém já leu? Conheciam a autora? Digam nos comentários em baixo!

2 comentários

  1. Quando li o primeiro, também senti que podia haver melhorias, mas agora a Tânia lançou o Fénix e creio que terá evoluído e o livro vai estar exelente!! <3
    Já te disse que a estética do teu blog é goals? xD

    ResponderExcluir

Muito obrigado pelo comentário!
Eu respondo a todas as mensagens deixadas, pelo que se queres ter a certeza de ver a resposta, não te esqueças de deixar colocada a opção de "notificações".
Boas leituras!