| Cinema | Bird Box (2018)

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Foto com Parceria da Joana Nunes da Panemic Books
Bird Box é uma adaptação da Netflix de um livro de John Malerman que muito deu que falar durante o mês de Dezembro de 2018 onde as suas semelhanças com o filme The Quiet Place não puderam passar despercebidas. Para minha sorte, não vi o primeiro - ainda, pois está na lista - e portanto não tinha formas de comparar a história e a linha de acção de um filme com a do outro. Sei que houve uma quantidade imensa de comparações e de queixas que elevavam sempre a qualidade do filme interpretado, escrito e produzido por John Krasinski e, por esse motivo, fiquei feliz por não ter sido uma, pois queria imenso gostar de Bird Box e não quero vê-lo com ideias pré-concebidas.


Mallory, Boy e Girl
Em Bird Box removemos da equação o sentido da visão e achei inteligente a forma como foram exploradas as partes mais fantasiosas da história e, sobretudo, a parte da vida pós-apocalíptica da protagonista o que, estou a assumir, é parte da imaginação do autor, John Malerman e não uma escolha dos guionistas. A escolha das personalidades que englobava o grupo de sobreviventes foi também ela, inteligente, pois não tínhamos duas pessoas iguais, o que fez variar a interpretação e a própria vivência da história.
Bird Box foi um filme de suspense que conseguiu manter a minha atenção estável e a minha curiosidade no ecrã. É um filme que concentra quase a totalidade da sua energia na evolução e desenvolvimento da protagonista, Mallory mas que peca por não mostrar mais do desenvolvimento dos outros que não a personagem principal. É um filme, mais ou menos, gráfico, mas que podia explorar mais os componentes sensoriais do espectador, nomeadamente a audição. Os efeitos sonoros não foram memoráveis e a própria banda sonora deixou um tanto ou quanto a desejar. 
Sandra Bullock, por outro lado, foi uma protagonista forte e vulnerável, determinada e retraída, por vezes, em simultâneo. A viagem emocional da protagonista é também uma das partes principais da história e, sendo uma apreciadora de todos os filmes da actriz, adorei vê-la no papel de Mallory. Uma vez que nos foi impossível perceber o porquê, ou o que viam, grande parte da cinematografia é centrada nos personagens e nas suas acções físicas e aqui achei que a interpretação estava no ponto.

Mallory e Boy
Uma vez que não li o livro homónimo de John Malerman não posso afirmar que é uma adaptação fidedigna; posso sim, explicar que gostei do filme pela interpretação e pela ideia em si. Bird Box é um filme de sobrevivência e uma viagem emocional que culmina numa ideia de um amor incondicional e re-descoberto. O facto de não terem sido mostrados ou explorado mais a imagem física das criaturas foi um ponto que gostei, pois acredito que criaturas humanoides iam apenas retirar algum do sentido real do filme; no entanto, a ausência de resposta às suas origens e motivos, deixou-me ligeiramente desiludida, sendo, possivelmente, um dos poucos pontos negativos que tenho a apresentar.




E vocês? Já viram o filme?
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4 comentários

  1. Eu vi o filme e ADOREI! Tenho pena de não ter lido primeiro o livro, mas não consegui resistir

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    1. Sim! Aliás eu sou tão ignorante que nem sabia que era baseado num livro! *vergonha*

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  2. Eu li o livro primeiro e gostei da adaptação... Mas o livro consegue ser mais sensorial que o filme.

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    1. a sério? desconhecia essa parte! tenho mesmo de ler o livro!

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