| Review | A Cidade de Vidro de Cassandra Clare

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Foto com Parceria da Joana Nunes da Panemic Books
Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar?
Num passado distante, A Cidade de Vidro era para ser o último volume da série de Os Instrumentos Mortais - ou talvez de todo o legado de Os Caçadores de Sombras - de Cassandra Clare.  Por algum milagre, não o foi, e neste momento a colecção cresce e a diversidade e a qualidade do conteúdo aumenta. Sem dúvida que, A Cidade de Vidro marca o ponto de viragem dos livros de Cassandra Clare. Até ele, o conteúdo era mais imaturo e as descrições e os desenvolvimentos emocionais mais primitivos e, para toda e qualquer pessoa que leu até à A Cidade de Vidro, não posso descrever o quão melhores e mais intensos os livros se tornam.
You could have had anything else in the world, and you asked for me.
Em A Cidade de Vidro ainda há os alicerces de fantasia urbana que existiu nos dois volumes anteriores, A Cidade dos Ossos e A Cidade das Cinzas, no entanto, há medida que as páginas avançam, é impossível de não mergulharmos mais e mais no mundo de fantasia da autora. O urbano é colocado temporariamente de lado e somos arrastados para locais fantásticos onde a imaginação é rainha. O mundo normal foi deixado para trás e entramos num universo de puramente Caçadores de Sombras e essa foi, sem dúvida, uma das minhas partes preferidas em relação à construção do livro.
Mas, algo que A Cidade de Vidro começa a dar mostras e que é claro como a água nos próximos volumes, é o crescimento da autora na forma como usa o diálogo e as descrições para criar uma imagem muito real daquilo que imaginou. À medida que as páginas avançam, as emoções ganham um destaque enorme e, mais e mais, A Cidade de Vidro centra-se à volta das ligações e das emoções entre os diferentes personagens. É quase como uma teia onde cada fio leva a outro, e se cortarmos um, todos caem. É uma forma de escrever maravilhosa e que provoca no leitor um leque de emoções que o leva a viver com força as passagens do livro.
A Cidade de Vidro possui momentos mais informativos do que o seu antecessor sem, no entanto, chegar à infodump. A forma como a autora usou alguns momentos ou até personagens para dar resposta a perguntas que ainda estavam em aberto foi bastante inteligente e o mundo vai-se tornando mais complexo a cada capítulo. A nível emocional, a autora usa, pela primeira vez, a morte como incitador da acção e fá-lo como uma campeã.
As if I would want to give up the thing that makes me stronger than anything else ever has.
Temos mais e novos personagens e mais e novos pontos de vista (POV) que servem para enriquecer a história. A conecção leitor-personagem intrinca-se e, por vezes, é impossível colocar o livro de lado pois sentimos que estamos a chegar às respostas e, simultaneamente ao ponto sem retorno. É quase um sentimento masoquista. A Cidade de Vidro, ao contrário dos outros dois volumes, possuiu um sentimento de conclusão muito forte. É a conclusão de uma parte da série que leva o leitor a querer saber mais e mais e que tem, pela primeira vez, ligações com série/trilogias futuras, algo que se torna comum no universo da autora e que me aquece sempre o coração.



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