| Review | O Príncipe Mecânico de Cassandra Clare

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Foto com Parceria da Joana Nunes da Panemic Books
No submundo mágico da Londres vitoriana, Tessa Gray encontrou por fim a segurança com os Caçadores de Sombras. Mas esta torna-se efémera quando forças desonestas na Clave se revelam para destruir a sua protectora, Charlotte, e substituí-la como chefe do Instituto. Se Charlotte perder a sua posição, Tessa será posta na rua - e presa fácil para o misterioso Magister, que deseja usar os poderes de Tessa para os seus fins obscuros. Com a ajuda do bonito e autodestrutivo Will e do devotado e dedicado Jem, Tessa descobre que a guerra do Magister contra os Caçadores de Sombras é pessoal. Ele culpa-os de uma tragédia íntima que lhe destruiu a vida. Para desvendar os segredos do passado, o trio viaja através das névoas do Yorkshire para uma mansão que contém horrores indizíveis, dos bairros-de-lata de Londres para um salão de baile encantado, onde Tessa descobre que a verdade sobre a sua paternidade é mais sinistra do que alguma vez imaginou. Quando encontra um demónio mecânico com um aviso de Will, apercebe-se que o Magister sabe de todos os seus movimentos… e que um deles os traiu. Tessa descobre que o seu coração está cada vez mais atraído por Jem, apesar do seu anseio por Will e dos sombrios estados de alma que continuam a abalar a sua confi ança. Mas algo está a mudar em Will… a parede que construiu à sua volta desmorona-se. Conseguirá o Magister libertar Will dos seus segredos e dar a Tessa as respostas sobre quem é e para que nasceu? A verdade leva os amigos para o perigo, e Tessa descobre que quando o amor e mentiras se misturam podem corromper até o coração mais puro.
Ainda dentro do universo dos Caçadores de Sombras, O Príncipe Mecânico de Cassandra Clare é o segundo volume da segunda série da autora, As Origens, ou The Infernal Devices, na versão original. Em O Principe Mecânico, o mundo e os personagens já possuem uma base estável e concreta, sendo-nos familiares. A leitura é rápida e viciante, provocando um desejo irascível de pertencer a este universo fictício de luta, amor e glória.
It was books that made me feel that perhaps I was not completely alone. They could be honest with me, and I with them.
Numa época passada, na Era Vitoriana, Cassandra Clare usa O Príncipe Mecânico para desenvolver as relações entre os personagens e desvendar alguns mistérios. A emoção é uma parte pulsante da história e há um sentimento de tragédia iminente que obriga o leitor a virar as páginas. O Príncipe Mecânico é uma ode às personagens, havendo um desenvolvimento muito pequeno da história e da acção em si, pois continuamos quase no ponto exacto onde estávamos na primeira página. O avançar da história é dirigido à maturação das relações e estabelecimento das diferentes personalidades e conhecimento de diferentes passados. Há a compreensão de realidades diferentes e o evidenciar do poder das escolhas.
I could not tell you if I loved you the first moment I saw you, or if it was the second or third or fourth. But I remember the first moment I looked at you walking toward me and realized that somehow the rest of the world seemed to vanish when I was with you.
O Príncipe Mecânico é um livro político, onde o poder da mulher é questionado. A autora é exímia na criação de personagens femininas fortes e nele podemos ver o crescimento e a evolução de alianças entre minorias e o aparecimento de uma compreensão que leva posteriormente à igualdade. Este segundo livro envolve mais personagens e, consequentemente mais personalidades, algumas das quais, afiadas e dirigidas para o sarcasmo e outras para o humor, o que resulta numa história equilibrada em momentos leves e de tensão. Há também pequenas nuances que envolvem as histórias mais actuais e adoro cada uma das reminiscências a um futuro que nos é querido.
They say time heals all wounds, but that presumes the source of the grief is finite.
Em O Príncipe Mecânico há uma exploração muito grande das relações amorosas, havendo um desenvolvimento e um acertar do triângulo amoroso mais único e belo de sempre. Há tanta emoção e paixão nas palavras de Cassandra Clare que me é fisicamente impossível ficar indiferente às suas personagens e às suas histórias. Há uma quantidade de amor absurda que o torna única. A preocupação e a necessidade de protecção é tão grande que, por mais simples que a acção possa ser, a parte emocional do livro compensa qualquer limitação ao avançar da história.  É um livro com uma emoção crua e especial e é um dos meus preferidos.




E vocês? Quem é que também se deixou apaixonar por estes personagens? Digam nos comentários em baixo!

2 comentários

  1. Eu acho que já te tinha dito... que a Cassandra me desiludiu. Eu li o Mortal Instruments e simplesmente não consigo lol já tanta gente me falou bem dessa série e não consigo ler xD

    Beijinhos,
    O meu reino da noite
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    Respostas
    1. Eu sou da opinião que comparar Os Instrumentos Mortais com As Origens é como comparar um elefante a uma maçã, nada a ver! ^^
      Acho, de coração, que vale a pena o esforço :P
      beijinhos!

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