| Review | A Princesa Mecânica de Cassandra Clare

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Foto com Parceria da Joana Nunes da Panemic Books
Tessa Gray devia estar contente, como todas as noivas! Mas, enquanto se prepara para o casamento, uma rede de sombras envolve os Caçadores de Sombras do Instituto de Londres. Surge um novo demónio, ligado pelo sangue e secretismo a Mortmain, o homem que tenciona usar um exército de impiedosos autómatos, os Instrumentos Infernais, para destruir os Caçadores de Sombras. O perigo, a traição, os segredos, os feitiços, o amor e a morte entrelaçam-se quando os Caçadores de Sombras quase se autodestroem na conclusão de cortar a respiração da trilogia de os Caçadores de Sombras, as Origens.
A Princesa Mecânica de Cassandra Clare é o terceiro e último volume da trilogia As Origens, ou The Infernal Devices, na versão original. Uma prequela de Os Instrumentos Mortais que mostra o que a autora tem de melhor - a criação, desenvolvimento e a relação dos seus personagens - e, embora possua múltiplos pontos de vistas (POV) que fornecem um leque e uma maior quantidade de informação de várias partes diferentes do Mundo das Sombras, centra-se principalmente em três personagens: Tessa Gray, Will Herondale e Jem Cairstairs.  
You endure what is unbearable, and you bear it. That is all.
A Princesa Mecânica é, à semelhança de O Príncipe Mecânico, um livro simples no que à acção diz respeito. Não há grandes complicações no entender da história e, para ser completamente honesta, o próprio antagonista não é comparável a outros já escritos e desenvolvidos pela autora. É, obviamente, interessante e as surpresas são várias mas não é realmente a melhor parte de qualquer um dos livros que envolve esta trilogia. 
Os personagens são o foco principal da autora e o seu desenvolvimento e relação é uma das melhores partes. A autora deu toda a sua energia na criação de personalidades fortes e de um amor capaz de transpor os tempos. Para mim é um clássico da fantasia e do romance e adoro cada uma das suas páginas. A Princesa Mecânica eleva o triângulo amoroso e transporta-o para outro nível, pois não há ódio ou desprezo, pelo contrário, nunca há falta de amor. 
A escrita da autora melhora de livro para livro e as palavras de A Princesa Mecânica continuam vivas na minha memória. Há castigos, descobertas, mortes e dor. As descrições são perfeitas e não é difícil de imaginar o que a autora quer que vejamos e o que quer que o leitor sinta. Há um encerrar de um círculo. A roda completa finalmente a sua volta. O Epílogo - aquele malfadado epílogo - mostra isso mesmo. É um dos finais mais emocionantes e tem um desfecho incomum para a resolução de um triângulo amoroso fora do normal. 
Men may be stronger, but it is women who endure.
Para mim, A Princesa Mecânica é o melhor livro escrito pela a autora e é um dos meus livros favoritos - de sempre. Há algo neste terceiro e último volume que me torna uma bola de emoções. A sensação de tragédia e de término que vem com o livro, talvez por também ser o primeiro onde há realmente um fim para grande parte das personagens, levaram-me às lágrimas em todas as suas leituras - que foram várias. É o livro que encerra toda uma época e é, até agora, o mais emocional de As Crónicas dos Caçadores de Sombras. 




E vocês? Quem é que também se deixou apaixonar por estes personagens? Digam nos comentários em baixo!

4 comentários

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