| Review | A Cidade das Almas Perdidas de Cassandra Clare

quarta-feira, 13 de março de 2019

Foto com Parceria da Joana Nunes da Panemic Books
O demónio Lilith foi destruído e Jace liberto do cativeiro. Quando os Caçadores de Sombras chegam, porém, nada encontram além de sangue e vidros partidos. O rapaz que Clary ama desapareceu, bem como o que odeia: o irmão, Sebastian, determinado a vencer os Caçadores de Sombras. A magia de Clave não consegue localizar o paradeiro de nenhum dos jovens, mas Jace não pode ficar afastada de Clary. Quando se reencontram, Clary descobre o horror causado pela magia de Lilith - Mal. A Clave está determinada a destruir Sebastian, mas é impossível atingir um dos rapazes sem destruir o outro.
A Cidade das Almas Perdidas de Cassandra Clare é um, ainda fraco, sucessor a A Cidade de Vidro. Tal como o anterior, A Cidade dos Anjos Caídos, ambos os livros surgem para dar continuidade e para responder a perguntas que foram deixadas em aberto e são formas de provocar um sentimento de antecipação A Cidade do Fogo Celestial. A intenção inicial da autora de dar um maior destaque e relevância à personagem de Simon Lewis caiu por terra ao desenvolver uma linha de acção onde todos e cada um dos intervenientes tem importância. Os pontos de vista (POV) tornam-se mais detalhados e intrincados e vemos o desenvolvimento e o cair de relações. Há também uma sensação de tragédia que se aproxima com o fim do livro e que é arrastada para o último livro de Os Instrumentos Mortais.
I never cared,” he said. “I wanted you anyway. I always wanted you.
Na minha opinião anterior, admiti que A Cidade dos Anjos Caídos é, para mim, o livro menos interessante de toda a série e, a verdade, é que A Cidade das Almas Perdidas é um forte concorrente a segundo lugar. Neste quinto volume a autora dá à história um rumo que não me entusiasmou, pelo contrário. Há a falta da magia que encontrei nos três primeiros volumes. Ou até mesmo nos pertencentes à série anterior. E, embora as descrições e as acções dos personagens tenham ficado mais interessantes, continuam a ser um passo atrás em relação ao conteúdo a que a autora já nos deu. Em vários momentos, senti que houve uma infantilidade latente em momentos impróprios que em nada se compara às emoções profundas a que já fomos habituados. O próprio vilão fica aquém do poder e do carisma emanado por Valentine Morgenstern e a justificação para a destruição do mundo é um meh. Não há o convencimento e a moral dúbia que existiu e que foi uma parte fundamental dos três primeiros livros.  
If I kiss you all day every day for the rest of my life, it won’t be enough.
A Cidade das Almas Perdidas é um livro que poderia ser melhor. A autora dá demasiado e pouco, simultaneamente e esta dualidade torna a história fraca. Há questões e informações familiares que são colocadas e que surgem do nada e em momentos inadequados à sua descoberta. Por outro lado, há demasiados locais que pouco sentido fazem, há demasiadas inconsistências, há demasiadas emoções que surgem de lado nenhum e, a dinâmica entre alguns dos personagens continua demasiado fraca até aos momentos cruciais da história, sendo a principal falha a de Jace e Alec. 
Mais uma vez, o melhor de A Cidade das Almas Perdidas continua a ser os elos com o passado e, agora, também com o futuro. A presença de personagens intemporais como Magnus Bane ou até a própria Camille repara algum do mal provocado pelos diálogos infantis e pelas acções esquizofrénicas mas, continuo a ser de opinião de que é um livro que não tem uma justificação para certas e determinadas acções e que demora o seu tempo a mostrar o porquê da sua existência. Não é o menos favorito mas, continua a não ter graça nenhuma.    





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2 comentários

  1. Respostas
    1. Eu amo! xD só não amo A Cidade dos Anjos Caídos e A Cidade das Almas Perdidas!

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Muito obrigado pelo comentário!
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Boas leituras!