| Review | A Cidade do Fogo Celestial de Cassandra Clare

terça-feira, 26 de março de 2019

Foto com Parceria da Joana Nunes da Panemic Books
Sebastian Morgenstern está ao ataque e volta Caçador de Sombras contra Caçador de Sombras. Com a ajuda da Taça Infernal, transforma Nefelins em criaturas saídas de um pesadelo, separando famílias e amantes enquanto engrossa as fileiras dos seus Ensombrados. Acossados, os Caçadores de Sombras refugiam-se em Idris… mas nem os poderes demoníacos de Alicante conseguem manter Sebastian à distância. E com os Nefelins encurralados em Idris, quem protegerá o mundo contra os demónios? Quando é desmascarada uma das maiores traições de toda a história dos Caçadores de Sombras, Clary, Jace, Isabelle, Simon e Alec são obrigados a fugir - ainda que a sua viagem os leve até ao coração dos reinos demoníacos, onde nunca nenhum Caçador de Sombras fora e de onde nenhum ser humano alguma vez regressara. Haverá amor sacrificado e vidas perdidas na terrível batalha pelo futuro do mundo neste empolgante final da clássica série de fantasia urbana Caçadores de Sombras.
Depois de anos de espera, A Cidade do Fogo Celestial apresentou-se ao mundo - há algum tempo atrás - em toda a sua glória. O último volume de Os Instrumentos Mortais, propositadamente criado para destruir milhares de corações, ainda hoje, provoca um aperto no peito e um sentimento de finalidade mal resolvida. Logo desde o início que A Cidade do Fogo Celestial dá-nos um prelúdio do que está para vir. A história de Emma Cairstairs e de Julian Blacktorn. Podemos ver a ligação que os une e, de algum modo, conhecer os próximos intervenientes e, até, os próximos vilões. Há um sentimento de ânsia muito grande e até mesmo de medo para com eles e para com o seu futuro. A autora deu-nos aquilo que não sabíamos que precisávamos (como já é habitual).
We are all the pieces of what we remember. We hold in ourselves the hopes and fears of those who love us. As long as there is love and memory, there is no true loss.
A Cidade do Fogo Celestial pode caracterizar-se pelo desenvolvimento das relações entre os personagens que, neste volume, tomaram rumos diferentes e, alguns, mais sérios. Todos os acontecimentos de A Cidade dos Ossos culminam nas últimas páginas de A Cidade do Fogo Celestial e o arco que a autora dá a cada um dos intervenientes principais é de amor, amizade, luta, dor e tragédia. Há um sentimento de união muito forte e as formas de reagir, muito próprias, evidenciam o brilhante trabalho da autora na caracterização de cada um deles.
Por outro lado, a morte também faz parte do livro. Nele, debruçado-nos sobre a ideia da morte, do que é pior do que ela, e dos vários tipos de morte que uma personagem pode sofrer. Há vários personagens que encontram o seu fim, mas também há outros que vão de encontro a algo diferente. O final dá-nos isso mesmo e, embora não seja desenvolvido até ao seu exponencial pois isso seria todo outro livro - não que me queixasse - a autora dá a resolução ao problema com alguma facilidade e até rapidez e, embora a simples ideia seja dolorosa para todos os leitores, há uma esperança que, mais ou menos, dá algum alento de que talvez possa haver um final feliz.
A Cidade de Fogo Celestial é um livro grande que permitiu o desenvolvimento total da história e, nele, pudemos ter uma conclusão que abrangeu cada um dos intervenientes vivos conhecidos. Há, finalmente, uma conclusão (ou um começo, depende da perspectiva) para uma história de amor há muito contada e há o conhecimento e a interação entre família há muito perdida que foi, sem dúvida, o pináculo de toda a história. Vivo para estes momentos. Por outro lado, a conclusão, o final dado ao anti-herói, deixou-me a desejar por algo lento, que repercutisse com mais efeito no mundo criado pela autora. Foi um final dado a um homem que se comportou como um deus.
Heroes aren't always the ones who win," she said. "They're the ones who lose, sometimes. But they keep fighting, they keep coming back. They don't give up. That's what makes them heroes.
Todos os livros da autora estão, de algum modo, interligados e, embora não seja necessário a leitura de uma série para ter a total compreensão da outra, ao ler todos os volumes, é possível de verificar não só a evolução da autora na sua escrita, caracterização, diálogos ou linhas de acção, mas também é possível de sentir na plenitude todas as emoções. Os capítulos mais emocionantes, as frases mais tocantes, todas elas eram relativas à reminiscência de um passado, de vidas que já não existem e que são apenas lembradas por Magnus ou por o Irmão Zachariah. A autora Cassandra Clare é, sem dúvida, uma das minhas principais e primeiras recomendações.



E vocês? O que sentiram com o final da série? Qual é o vosso preferido? Digam nos comentários em baixo!

Postar um comentário

Muito obrigado pelo comentário!
Eu respondo a todas as mensagens deixadas, pelo que se queres ter a certeza de ver a resposta, não te esqueças de deixar colocada a opção de "notificações".
Boas leituras!